Enquanto busca opções no mercado, Luis Alvaro Oliveira e a cúpula santista comemoram a redução na folha salarial do elenco. A economia já ultrapassa R$ 1,4 milhão após a diretoria negociar Elano (Grêmio) e Borges (Cruzeiro) e não renovar com Alan Kardec e Renteria. (veja tabela).
ECONOMIA NA FOLHA SALARIAL
| JOGADOR | SALÁRIO | DESTINO |
| BORGES | 300 mil | CRUZEIRO |
| ALAN KARDEC | 200 mil | BENFICA |
| RENTERIA | 100 mil | SEM CLUBE |
| IBSON | 350 mil | FLAMENGO |
| ELANO | 410 mil | GRÊMIO |
| VINICIUS SIMON | 30 mil | AMÉRICA-MG |
| BREITNER | 30 mil | NÁUTICO |
| MARANHÃO | 40 mil | ATLÉTICO-PR |
A saída dos jogadores escancarou, porém, a falta de planejamento do clube e obrigou Muricy a escalar Victor Andrade de apenas 16 anos no último final de semana contra o Grêmio. O treinador ainda teve que chamar alguns jogadores da base para compor o banco de reservas, já que o departamento médico está cheio e Neymar era o único atacante a disposição.
Durante a Copa Libertadores, o Santos iniciou a debandada com as saídas do zagueiro Vinicius Simon (América-MG) e do meio-campo Ibson, que retornou ao Flamengo. Este último foi liberado para as chegadas de David Braz e Rafael Galhardo, que não puderam ser inscritos no torneio continental, pois já tinham atuado pelo time carioca.
O titular, Elano, então ficou sem suplente imediato e contra o Corinthians na semifinal, Muricy, sem opções, escalou o Santos com três atacantes. Preterido pelo técnico, o camisa 8 ainda virou alvo de críticas dos dirigentes que se irritaram com sua falta de entrega em campo e não impuseram barreiras para a sua saída.
Os problemas de Muricy não param por aí e no ataque a situação é mais complicada. De uma só vez, o Santos abriu mão de três jogadores e deixou o treinador em uma saia justa.
“É uma situação complicada. Já falei isso para a diretoria. Tomara que chegue mais gente. Chegaram o Bruno Peres e o João Pedro, que são apostas. Mas agora, precisamos de um cara "pesado". A camisa do Santos é pesadíssima”.


